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Ideias para comer pelo mundo | página 43 de 66

Maurícia

Creole Shack: um almoço crioulo em Flic en Flac

No Creole Shack, em Flic en Flac, não se entra com a ementa na mão - a mesa reserva-se uns dias antes por WhatsApp e o menu só ficamos a saber quando nos sentamos. A dona cozinha todos os dias um único menu de três pratos e a escolha limita-se a frango ou camarão. E foi precisamente aqui que comi os melhores gâteaux piments de toda a Maurícia.

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Bol renversé: a tigela mauriciana virada ao contrário

O bol renversé é um prato mauriciano com truque: uma tigela cheia pela ordem inversa - ovo, carne com legumes em molho de soja e ostras, arroz - vira-se sobre o prato e o empregado só a destapa à mesa. Nasceu na comunidade chinesa da ilha, a partir do chop suey cantonense, e hoje cozinha-se por toda a Maurícia e também na Reunião. Comi-o em Flic en Flac e, numa cozinha cheia de fritos, foi uma exceção bem-vinda.

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Gato arouille: bolinhas fritas de taro da Maurícia

O gato arouille é uma bolinha mauriciana de taro cru ralado, temperada com gengibre, sal, uma pitada de açúcar e molho de soja. Vende-se quente, à unidade, como gajak, o petisco de rua que acompanha a cerveja. Por fora fica estaladiço, por dentro macio e fibroso, e a matéria-prima obriga a cozinheira a calçar luvas para a ralar, porque em cru faz arder a pele.

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Roti e farata: os pães achatados mauricianos recheados com caril

O roti e o farata são os dois pães achatados mais comuns da Maurícia: o roti liso e redondo, o farata folhado e quadrado, ambos feitos na chapa, recheados com caril e embrulhados em papel. Trouxeram-nos os trabalhadores contratados indianos depois de 1834; o rolo é que nasceu na ilha. Comi-os nos bistros de praia de Flic en Flac - o vegetariano por 20 MUR (0,40 EUR), com carne por 50 - 70 MUR (1 - 1,40 EUR).

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Rum mauriciano: destilado de melaço e de sumo de cana

O rum mauriciano tem duas caras: a mais antiga, de melaço, e a mais recente, de sumo de cana fresco, que a ilha proibiu durante décadas depois da independência. Explico porque é que o rum de sumo não se pode chamar agricole, o que a barrica lhe faz nos trópicos, de onde vem o nome Penny Blue e como comprar o mais barato possível a garrafa para o voo de regresso.

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Mine bouillie: os noodles cozidos da Maurícia

O mine bouillie são noodles de ovo cozidos com carne e legumes, o mais modesto dos pratos que os imigrantes chineses trouxeram para a Maurícia. Sob o mesmo nome escondem-se duas versões - noodles secos com molho e ovo, ou noodles num caldo claro de gengibre - e é a casa de pasto que decide qual delas te calha. Dan comeu-o em Flic en Flac e explica porque, apesar do nome francês, não é nenhuma papa.

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Lichia: a fruta tropical que na Maurícia amadurece pelo Natal

Na Maurícia, a lichia não se colhe, corta-se - com raminho e tudo, porque depois de arrancada já não amadurece, só escurece. A árvore chinesa foi trazida pelos franceses em 1764 e hoje a ilha come sozinha a maior parte da colheita, enquanto a lichia de Natal que se vende na Europa vem de Madagáscar. Estive num pomar durante a colheita: o fruto acabado de colher sabe a outra coisa, nada a ver com o que chega à Europa.

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Bistro Farata Aka Vinoda: farata mesmo na praia de Flic en Flac

Uma banca com telhado de chapa na praia de Flic en Flac tem no Google uma classificação que muitos restaurantes invejariam. A Farata Aka Vinoda recheia faratas acabados de fazer com tudo o que há, do vegetariano ao polvo, ao meio-dia a fila anda depressa e os preços continuam iguais aos das casas longe das praias turísticas.

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Lao Fang Zi: um restaurante cantonês em Flic en Flac

Lao Fang Zi, Casa Velha em chinês, é um restaurante cantonês a dois passos do centro de Flic en Flac - e, ao mesmo tempo, um dos mais jovens da cena da restauração chinesa da ilha. Aqui cozinham os descendentes dos imigrantes de Cantão e de Meixian, os mesmos que trouxeram para a ilha as massas fritas e as boulettes cozidas a vapor. Um jantar por umas centenas de rupias: dois pratos de frango, uma dose grande de arroz e o único pagamento com cartão num restaurante em toda a estadia na ilha.

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Napolitaine: a bolacha mauriciana com glacê cor-de-rosa

A napolitaine é a bolacha cor-de-rosa das padarias mauricianas: dois discos de massa quebrada amanteigada colados com doce de goiaba ou de morango e cobertos por um glacê duro. O nome promete Nápoles, mas com a Itália não tem nada a ver - é o lanche de toda a Maurícia, que a ilha só partilha com a vizinha Ilha da Reunião e que numa lata fechada aguenta vários dias.