Ideias para comer pelo mundo | página 65 de 66
La Tasquería: uma estrela Michelin pelas miudezas em Madrid
La Tasquería é um restaurante de Madrid que construiu todo o menu de degustação em torno das miudezas e tem por isso uma estrela Michelin. O chef Javi Estévez elevou a dobrada, as línguas e os corações da tradição de rua ao fine dining. Escolhe-se entre três menus de degustação com um número de pratos diferente. Desde a primavera de 2024, o restaurante tem morada nova, em Chamberí.
Saint-Émilion: a aldeia vinhateira perto de Bordéus
Menos de dois mil habitantes e mais de um milhão de visitantes por ano - e mesmo assim andei por ali com toda a calma, em plena época alta. Saint-Émilion é uma aldeia vinhateira medieval perto de Bordéus, com uma igreja escavada na rocha, caves debaixo das ruas e uma classificação de vinhos que leva os château a tribunal. Escrevo aqui o que ver, o que provar e porque vale a pena dar-lhe pelo menos dois dias.
Macarons de Saint-Émilion: os macarons de convento, sem recheio
Na aldeia vinhateira de Saint-Émilion faz-se um macaron que não tem creme, nem corantes, nem segunda metade: só amêndoa moída grosseiramente, claras e açúcar. Diz-se que a receita é guardada desde 1620 pelo convento das ursulinas, embora hoje quem o comprove seja mais a caixa do que o arquivo. A que sabe a forma original do famoso doce francês e porque é que fora de Bordéus não o encontras?
La Cité du Vin: o museu do vinho em Bordéus
O edifício envidraçado na margem do Garona lembra vinho a rodopiar no copo - mesmo que metade dos guias lhe chame decantador. Dentro da Cité du Vin cheiram-se aromas sob campânulas de vidro, os vídeos abrem-se sem ordem fixa e a visita acaba com um copo de vinho no belvedere do oitavo piso. Na loja dei com uma Pálava da Morávia.
La Table de Montaigne: o restaurante de Bordéus que me converteu ao fine dining
Durante muito tempo, em viagem, não punha os pés nos melhores restaurantes. O La Table de Montaigne, o restaurante gastronómico do hotel Palais Gallien em Bordéus, mudou isso numa única noite: um menu de degustação que o cliente não escolhe, um gerente que, mesmo de calções, me sentou à mesa com um elogio, e o começo do hábito de planear os restaurantes antes de cada viagem.
Canelé: o doce de Bordéus com crosta de caramelo
O canelé é um pequeno cilindro canelado de Bordéus, cozido numa forma de cobre até ficar com a crosta quase preta e o interior a saber a pudim. Deve o nome às caneluras das colunas antigas, e a origem a uma lenda de freiras e a uma corporação a quem proibiram o leite e o açúcar.
Restaurante U Matěje, Praga: a cozinha checa nas mãos de Jan Punčochář
O restaurante U Matěje dedica-se à cozinha checa moderna e clássica. A casa é dirigida pelo experiente chef Jan Punčochář, conhecido do concurso televisivo MasterChef Česko. A esplanada agradável, o serviço profissional e a apresentação impecável dos pratos fazem a cozinha checa tradicional brilhar numa leitura atual.
Restaurante Kuchyň, Praga: bife tártaro e cerveja no palácio Salm
O restaurante Kuchyň deve o nome, talvez, aos ganchos de carne e às saídas de chaminé que apareceram nos tetos do palácio Salm durante as obras. A poucos passos das portas do Castelo de Praga cozinham-se aqui os clássicos checos segundo livros de receitas antigos e tira-se cerveja de tanque. Ao Kuchyň volto vezes sem conta - desta vez pelo bife tártaro com pão frito e pelas ameixas assadas com queijo fresco.
Restaurante Field ⭐, Praga: almoço com estrela Michelin em tempos de covid
O Field é um restaurante com estrela Michelin no centro de Praga, especializado em cozinha nórdica moderna. À frente da casa está o chef Radek Kašpárek. Em tempos de covid, o restaurante serve um menu de almoço de três pratos, café incluído, por uns extraordinários 590 CZK (23,60 EUR). Podes escolher entre duas entradas, dois pratos principais e duas sobremesas, a carta de vinhos reúne referências do mundo inteiro e também checas, e os escanções ajudam-te com todo o gosto a escolher.
Tarator: a sopa fria búlgara de leite fermentado e pepino
O tarator é a sopa fria búlgara de leite fermentado, pepino, alho e endro que na Bulgária se serve no verão em vez de entrada. A sua forma atual é surpreendentemente recente, os búlgaros partilham-na com os países vizinhos e só eles a diluem em água até ficar mesmo uma sopa. Em Plovdiv provei também a versão cor-de-rosa, com beterraba.