Ideias para comer pelo mundo | página 21 de 66
Pistácios: a iguaria amada em todo o mundo
Os pistácios são das iguarias mais apreciadas do mundo. Botanicamente, são as sementes do pistacheiro. Já na antiga Pérsia eram uma delícia muito valorizada. Hoje a produção mundial continua dominada pelo Irão, seguido dos EUA, da Turquia e da China. Os pistácios iranianos destacam-se pela qualidade, pelo sabor e pela cor verde intensa. As variedades premium, como a akhbari ou a kalleh ghouchi, são procuradas por gourmets em todo o mundo.
Haji badam: o doce tradicional iraniano de amêndoa
O haji badam é um doce tradicional iraniano feito de amêndoa. Vem da cidade histórica de Yazd, famosa pela doçaria e pelas sobremesas. Este docinho redondo, de cor dourada e textura crocante, prepara-se com amêndoa moída, açúcar, gema de ovo, açafrão e cardamomo.
Zamzam: a alternativa iraniana à Coca-Cola
A Zamzam é um famoso produtor iraniano de bebidas sem álcool que desde 1954 oferece aos iranianos uma alternativa nacional às marcas globais Coca-Cola e Pepsi. A gama inclui a Zamzam Cola, a Cola Zero, a Orange, a Limonade e ainda bebidas energéticas e doogh. Graças à origem local, ao preço acessível e à ampla distribuição, a Zamzam é uma das marcas mais populares do Irão.
Cerveja iraniana sem álcool
No Irão, o consumo de álcool é rigorosamente proibido por causa das regras islâmicas, o que levou ao desenvolvimento de um mercado de cervejas sem álcool. Entre as marcas locais mais populares estão a Hey Day e a Istak, considerada uma das pioneiras da cerveja sem álcool no Irão. As cervejas iranianas sem álcool têm um sabor mais doce e lembram as cervejas sem álcool europeias mais básicas. Encontram-se sem problemas em supermercados, restaurantes e bancas, e o preço é muito acessível.
Lavashak: a guloseima tradicional de fruta desidratada
O lavashak é uma folha fina de puré de fruta desidratado, de sabor agridoce marcado e textura ligeiramente mastigável. Faz-se a partir de vários tipos de fruta, que se cozem até se transformarem em puré, se passam por um passador e se deixam secar. Esta forma de aproveitar a fruta tem uma longa história no Irão e era uma maneira prática de conservar os frutos da época. Produtos parecidos encontram-se também, por exemplo, na Geórgia ou na Turquia.
Loz: o doce iraniano de amêndoas moídas
O loz é um doce iraniano tradicional feito de amêndoas moídas. Distingue-se pela textura delicada, pelo sabor marcante e pelo característico formato de losango. Há muitas variantes: de coco, de açafrão ou com extrato de flor de laranjeira. O loz é presença certa nas pastelarias iranianas.
Ash reshteh: a sopa nacional iraniana
O ash reshteh é uma sopa tradicional iraniana que se conta entre os pratos mais importantes do país. Bem se lhe pode chamar a sopa nacional do Irão. Leva massa, leguminosas, legumes e ervas aromáticas. É muito espessa, substancial e intensamente aromática. Muitas vezes leva ainda kashk, o soro de leite fermentado persa.
Limoo amani: as limas secas iranianas
Limoo amani são limas secas usadas como tempero típico na cozinha iraniana e do Médio Oriente. Têm um sabor acentuadamente ácido e um aroma ligeiramente fumado, e a cor vai do castanho-claro ao quase preto (consoante o método e a duração da secagem). Usam-se inteiras, furadas ou moídas.
O que comprar no Irão?
O Irão é um país que oferece uma infinidade de tesouros gastronómicos ideais como lembrança. Entre os mais falados estão os pistácios, sobretudo a variedade akhbari, conhecida pelo tamanho e pelo sabor intenso. Os doces tradicionais de Yazd, o qottab e o loz, conquistam, a meu ver, qualquer guloso. E não dá para esquecer o açafrão, o exótico bérberis, o chá de Gilão ou o açúcar cande nabat. O Irão tem muito, muito mais para oferecer.
Panir: o queijo fresco iraniano
O panir é um queijo iraniano tradicional, que se distingue pelo sabor suave e cremoso, pela baixa acidez e pela consistência ligeiramente pastosa, que permite cortá-lo e barrá-lo com facilidade. Faz-se sobretudo de leite de vaca e a textura lembra a da feta, embora seja menos salgado. Come-se fresco, sem cura, e é parte integrante da cozinha iraniana sobretudo ao pequeno-almoço, quando se serve com pão local, ervas aromáticas, tomate, nozes ou mel.